Testudinata


























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Como ler uma infocaixa de taxonomiaTestudines

Ocorrência: Triássico - Recente 215–0 Ma

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Prancha extraída do Kunstformen der Natur (1904) de Ernest Haeckel.
Prancha extraída do Kunstformen der Natur (1904) de Ernest Haeckel.


Classificação científica



















Reino:

Animalia


Filo:

Chordata


Classe:

Reptilia


Ordem:
Testudines
Batsch, 1788

Distribuição geográfica

  Tartarugas marinhas   Tartarugas terrestres


  Tartarugas marinhas


  Tartarugas terrestres


Subordens


  • Cryptodira

  • Pleurodira



Sinónimos



Testudines é uma ordem de répteis caracterizada pela presença de uma carapaça. Por vezes são referidos como quelônios, quelónios ou testudíneos. Esse grupo está representado pelas tartarugas (as marinhas e as de água doce), pelos cágados (de água doce) e pelas tartarugas terrestres, também chamadas jabutis (no Brasil).


Esses animais apresentam placas ósseas dérmicas, que se fundem originando uma carapaça dorsal e um plastrão ventral rígidos, que protegem o corpo. As vértebras e costelas fundem-se a essas estruturas. Os ossos da carapaça são recobertos por escudos córneos de origem epidérmica. Não possuem dentes, mas apresentam lâminas córneas usadas para arrancar pedaços de alimentos.São todos ovíparos.


O grupo tem cerca de 300 espécies, e ocupa habitats diversificados como os oceanos, rios ou florestas tropicais. Os quelônios estão na lista dos maiores répteis do mundo.


A ordem subdivide-se nas subordens Pleurodira e Cryptodira, conforme a posição do pescoço quando a cabeça se encontra dentro da carapaça.




Índice






  • 1 Nomenclatura


  • 2 Distribuição geográfica


  • 3 Hábitos alimentares


  • 4 Classificação


  • 5 Alimento humano


  • 6 Referências


  • 7 Ligações externas





Nomenclatura |




Duas fêmeas de Jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria)


A ordem possui uma instabilidade nomenclatural histórica, sendo os nomes Chelonia/Chelonii, Testudinata e Testudines, os mais utilizados para a nomear.[2] O termo Testudines, historicamente atribuído a Linnaeus (1758), constitui de fato um nome no plural usado para referir-se aos membros do gênero Testudo, e não foi cunhado como um táxon propriamente dito.[3] Linnaeus também se utilizou dos termos Testudine e Testudinibus no mesmo contexto de Testudines, reforçando o emprego do termo como vernáculo.[4] Os termos Chelonii e Chelonia, respectivamente de Latreille (1800) e Ross & Macartney (1802), constituem latinização subsequente do termo Chéloniens de Brongniart (1800).[4] O termo Chelonii foi utilizado como nome da ordem por diversos autores,[3][5] com a atribuição do autor variando entre Brongniart, 1800a e Latreille, 1800. Chelonia, algumas vezes também é utilizado para a ordem, mas constitui um hemihomônimo com o gênero Chelonia, podendo causar confusão de nomenclatura.[4] Alguns autores advogaram contra o uso do Chelonii como nome da ordem, preferindo o termo Testudines.[6][7] Os termos Chelonii Brongniart, 1800 e Testudinata Oppel, 1811 foram criados com nível taxonômico de classe, por isso não devem ser usados para uma ordem.[4] Frequentemente, a ordem é chamada de Testudines, citando como autor 'Batsch, 1788', entretanto, Batsch cunhou o termo como uma família e não como uma ordem.[4] O 'Turtle Taxonomy Working Group' vinculado a IUCN, em sua lista taxonômica, utiliza como nome da ordem o 'Testudines Batsch, 1788', uma vez que o assunto ainda é controverso devido a uma variedade de possíveis interpretações alternativas quanto a validade, uso, formato e atribuição autoral dos termos, já que o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica não regula nomes acima do nível taxonômico de família.[8]


No Brasil, membros desta ordem podem ser denominados jabutis, cágados ou tartarugas. Os quelônios terrestres (que andam sobre a terra) são jabutis com patas grossas. Os marinhos (água salgada) são tartarugas com nadadeiras em vez de patas; e os de água doce, com pés palmados e carapaça hidrodinâmica, são os cágados.


Em Portugal, o termo cágado é exclusivamente utilizado para designar as duas espécies de tartarugas aquáticas nativas do país - a Emys orbicularis e a Mauremys leprosa, sendo o termo tartaruga utilizado para todas as espécies de quelónios.


A designação sapo-concho é um termo mais abrangente, dado que pode denominar tanto os quelônios terrestres como os aquáticos, variando de região para região.


Entre as tartarugas domésticas incluem-se as tartarugas da Florida, carnívoras. Estes seres caracterizam-se por uma peculiar mancha vermelha lateral na sua cabeça. Relacionam-se facilmente com humanos e tornaram-se, ao longo dos anos, um dos animais de estimação mais populares.


As espécies de tartarugas mais antigas já encontradas datam de 215 milhões de anos.[9]



Distribuição geográfica |


Quelônios terrestres estão presentes em quase todo o mundo, exceto em regiões polares, ou alpinas, sendo muito comuns em florestas tropicais. Já as aquáticas, estão em todos os oceanos, exceto nos polares.[carece de fontes?]



Hábitos alimentares |


Há inúmeras espécies de tartaruga (ver classificação) e há diferenças na dieta conforme a subordem. Muitas tartarugas são herbívoras[10] e algumas são onívoras (ou omnívoras),[11][12] ou seja, comem de tudo.



Classificação |



  • Subordem Cryptodira Dumeril & Bibron, 1835


      • Família Chelydridae Gray, 1831

      • Família †Meiolaniidae Lydekker, 1887


    • Superfamília Chelonioidea Bauer, 1893

      • Família †Protostegidae Cope, 1872

      • Família †Thalassemyidae Rütimeyer, 1878

      • Família †Toxochelyidae Baur, 1895

      • Família Cheloniidae Oppel, 1811

      • Família Dermochelyidae Fitzinger, 1843



    • Superfamília Kinosternoidea Joyce, Parham & Gauthier, 2004

      • Família Dermatemydidae Gray, 1870

      • Família Kinosternidae Agassiz, 1857

      • Família Platysternidae Gray, 1869



    • Superfamília Testudinoidea Batsch, 1788

      • Família †Haichemydidae Sukhanov & Narmandakh, 2006

      • Família †Lindholmemydidae Chkhikvadze, 1970

      • Família †Sinochelyidae Chkhikvadze, 1970

      • Família Emydidae Rafinesque, 1815

      • Família Testudinidae Batsch, 1788

      • Família Geoemydidae Theobald, 1868



    • Superfamília Trionychoidea

      • Família †Adocidae Cope, 1870

      • Família Carettochelyidae Boulenger, 1887

      • Família Trionychidae Fitzinger, 1826





  • Subordem Pleurodira Cope, 1864


      • Família †Araripemydidae Price, 1973

      • Família †Dortokidae Lapparent de Broin & Murelaga, 1996

      • Família †Euraxemydidae Gaffney, Tong & Buffetaut, 2006

      • Família †Platychelyidae Brän, 1965

      • Família †Proterochersidae Nopcsa, 1928

      • Família Chelidae Gray, 1831


    • Superfamília Pelomedusoidea

      • Família †Bothremydidae Baur, 1891

      • Família Pelomedusidae Cope, 1868

      • Família Podocnemididae Gray, 1869







Alimento humano |




Órgãos internos da uma tartaruga Cheloniidae.


Os ameríndios faziam grande uso das tartarugas, tracajás, jabutis e cágados como alimento.[13]


Era e é comum na Amazônia peixes, tartarugas e tracajás ficarem presos em lagos formados com a baixa das águas dos rios. As tartarugas saem e se dirigem para o rio mais próximo. Por alguma razão os tracajás nela permanecem e os índios, para capturá-los, batiam na água com pedaços de pau durante o dia. Os animais esperavam a noite para sair e eram facilmente capturados.[14]


Tartarugas eram facilmente capturadas após a desova por índios da Amazônia que simplesmente as viravam com o casco para baixo e depois as recolhiam e as levavam à aldeia, colocando-as em currais previamente preparados.[15][16]


Índios amazônicos montavam um palanque dentro da água e lá ficavam observando o movimento das tartarugas marinhas. Quando alguma se aproximava, mesmo estando bem no fundo, o índio mergulhava e a dominava com as mãos.[16] Os Otomaco da Venezuela também capturavam tartarugas mergulhando na água.[17]


Os Caibí do Mato Grosso consumiam o tracajá (tartaruga amazônica que chega a pesar 12 kg) e seus ovos. Cozinhavam os ovos, desta forma conservando-os por longo tempo.[18]


Índios de algumas tribos adoravam o jabuti com farofa. Removiam os intestinos do animal através de um buraco na parte ventral, através dele introduziam farinha e colocavam o jabuti inteiro para assar nas brasas.[19]



Referências




  1. ↑ crm 2011


  2. ↑ HUNT, T. (1958). «The Ordinal Name for Tortoises, Terrapins and Turtles». Herpetologica. 14 (3): 148–150 


  3. ↑ ab BOUR, R.; DUBOIS, A. (1984c [1985]). «Nomenclature ordinale et familiale des tortues (Reptilia)». Studia Geologica Salmanticensia. Especial 1: 77-86  Verifique data em: |ano= (ajuda) !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)


  4. ↑ abcde DUBOIS, A.; BOUR, R. (2010). «The distinction between family-series and class-series nomina in zoological nomenclature, with emphasis on the nomina created by Batsch (1788, 1789) and on the higher nomenclature of turtles». Bonn Zoological Bulletin. 57 (2): 149-171  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)


  5. ↑ Bour 1981


  6. ↑ Smith & Smith 1979


  7. ↑ Dundee 1990


  8. ↑ crm2011


  9. ↑ «Archelon-Enchanted Learning Software». Enchantedlearning.com. Consultado em 14 de março de 2009 


  10. ↑ Mariana Caltabiano Criações. «Galerias de tartaruga». Iguinho. Consultado em 21 de junho de 2015 


  11. ↑ Elizabeth Palermo (12 de maio de 2014). «What do Turtles Eat?». LiveScience.com. Consultado em 21 de junho de 2015 


  12. ↑ Luiz ch (21 de maio de 2014). «O que as tartarugas comem? Descubra». Curiomais+. Consultado em 21 de junho de 2015 


  13. ↑ CAVALCANTE, Messias S. Comidas dos Nativos do Novo Mundo. Barueri, SP. Sá Editora. 2014, 403p.ISBN 9788582020364


  14. ↑ BATES, Henry Walter (1825-1892). Um naturalista no rio Amazonas. Belo Horizonte, Edit. Itatiaia; São Paulo, Edit. da Universidade de São Paulo. 1979, 300 p.


  15. ↑ ACUÑA, Cristóbal de (1597-1675). Novo descobrimento do rio Amazonas. Consejeria de Educación de La Embajada de España. 1994, 211 p.</


  16. ↑ ab DANIEL, João (1722-1776). Tesouro descoberto no máximo rio Amazonas. Rio de Janeiro, Contraponto. 2004, Vol. 1, 600 p.


  17. ↑ GUMILLA, Joseph 1686-1750 (1791). Historia natural, civil y geográfica de las naciones situadas en las riveras del río Orinoco. Tomo I. 360 p. Barcelona, em La Imprenta de Carlos Gibert y Tutó. http://books.google.com.br/books/reader?id=h_Ax_de6uIgC&hl=pt-BR&printsec=frontcover&output=reader&source=gbs_atb_hover&pg=GBS.PP7. Consulta em 09/1/2012


  18. ↑ RIBEIRO, Berta G. (1924-1997). Diário do Xingu. Rio de Janeiro, Paz e Terra. 1979, 265p.


  19. ↑ BASTOS, Abguar. A pantofagia ou as estranhas práticas alimentares da selva: Estudo na região amazônica. São Paulo, Editora Nacional; Brasília DF, INL. 1987, 153 p



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  • Mikko's Haaramo Phylogeny - Testudinata

  • MOON P. F.; HERNANDEZ-DIVERS S. M.; Reptiles: Aquatic Turtles (Chelonians). International Veterinary Information Service, Ithaca, New York, USA, 2001 artigo

  • Atlas da Anatomia das Tartarugas Marinhas (quelónio) livro - 25.5 mb

  • TOLWEB - Testudines

  • ADW - Testudines



  • Portal de anfíbios e répteis








































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