Bissau





Disambig grey.svg Nota: Para a montanha da Ilha de São Nicolau, em Cabo Verde, veja Monte Bissau.

Coordenadas: 11° 51' N 15° 34' O



















































































Guiné-Bissau Bissau  


  Cidade  


Vista de rua no centro de Bissau

Vista de rua no centro de Bissau


Bandeira de Bissau
Bandeira


Bissau está localizado em: Guiné-Bissau


Bissau



Localização de Bissau na Guiné-Bissau
Coordenadas

11° 51' N 15° 34' 39" O

País

Guiné-Bissau

Região

Setor Autônomo de Bissau
Fundação

15 de março de 1692
Construção da fortaleza

1696
Fundação como cidade

1766
Elevação a vila

1859
Fundador

Império Português
Administração
- Tipo
Câmara Municipal
- Presidente
Luís Silva de Melo(2018)[1]
Área [2]
- Total
118 km²

Altitude [3]
39 m

População (2009) [4]
 - Total
384 960

    • Densidade

3 262,4 hab./km²
- Fuso horário
UTC (UTC+0)
Website

www.cmbissau.com

Bissau, oficialmente denominada Sector Autónomo de Bissau, é um sector autónomo e a cidade capital da Guiné-Bissau, localizada no estuário do Rio Geba, na costa atlântica. É a maior cidade do país, com o maior porto, constituído como o centro administrativo e militar do país.




Índice






  • 1 História


  • 2 Geografia


    • 2.1 Clima




  • 3 Demografia


  • 4 Bairros


  • 5 Política


    • 5.1 Relações exteriores




  • 6 Economia


    • 6.1 Turismo




  • 7 Ver também


  • 8 Notas e referências


    • 8.1 Notas


    • 8.2 Referências




  • 9 Ligações externas





História |


A história de Bissau iniciou-se ainda em 1687, quando o rei daquela região concordou, junto a Portugal, em construir ali uma fortificação, a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição. Bissau foi fundada, então, em 15 de março de 1692[2] e, de facto, em 1696, foi iniciada a edificação da fortaleza pela Companhia de Cacheu e Cabo Verde, sob o comando do capitão-mor José Pinheiro da Câmara. Em 1703, no entanto, a companhia responsável pela construção não teve seu contrato de exploração de escravos renovado pela Coroa portuguesa, o que conduziu ao acúmulo de prejuízos e ao abandono da Capitania-Mor de Bissau, em Dezembro de 1707.[5] Neste ano, já no governo do rei D. João V, o forte foi destruído.[6]


Apesar de o entreposto ter sido reocupado em Novembro de 1753, somente em 1766, com a final construção da Fortaleza da Amura (na época chamada de "Praça de S. José" em homenagem ao rei que a mandou construir), teve início a evolução de Bissau na condição de cidade. A partir de então, cumpriu importante papel histórico na região, como centro de comércio e porto fortificado. Embora a Guiné Portuguesa fosse administrativamente dependente de Cabo Verde, a cidade exerceu por duas vezes o papel de sua capital, em 1836 e 1915.[6]


Em 1855, foi criada em Bissau uma comissão municipal, e a pequena cidade veio a ser elevada ao estatuto de vila a 29 de Abril de 1858.[7] Isso, no entanto, não contribuiu para o seu desenvolvimento urbano, já que os efeitos destas ações consistiram apenas em reafirmar sua importância econômica. Outro fator que colaborou para isto foi a separação administrativa entre Cabo Verde e a Guiné Portuguesa em 1879, quando a capital foi transferida para Bolama. Somente em 9 de dezembro de 1941, pela terceira vez, Bissau voltaria a ser a capital de sua colônia.[6]


Pela primeira vez, em 1914, Bissau recebeu um plano de urbanização, uma vez que se tornara cidade. E em 6 de fevereiro de 1948, já como capital da Guiné Portuguesa, a cidade alcançou a mais alta distinção, tendo sido elevada a Câmara Municipal. Já em setembro de 1974, com o reconhecimento da independência da Guiné-Bissau, tornou-se capital desse país independente.[2]



Geografia |





Imagem de satélite da Guiné-Bissau destacando, ao centro, o rio Geba. O ponto vermelho representa a cidade de Bissau.




Bissau está situada na costa oeste da Guiné-Bissau, às margens do estuário do rio Geba, próximo ao Oceano Atlântico, com uma altitude de 39 metros.[3] As terras adjacentes à cidade são de altitudes muito baixas, o que também permite que o rio seja acessível a grandes navios, muito embora esta capacidade se dê somente até cerca de 80 quilômetros além da cidade.[nota 1]



Clima |


O clima de Bissau pode ser classificado como clima de savana com temperaturas estáveis (média de 26 °C[3]), já que não apresenta umidade suficiente para caracterizar um clima de monções. No entanto, é um clima mais úmido que muitos outros de seu tipo. Não chove muito nos meses de novembro a maio, permanecendo o maior volume de precipitações concentrado nos meses restantes. No total anual, Bissau recebe o equivalente a pouco mais de 2 020 mm de chuva. Nos meses de junho a outubro, período mais chuvoso, e até mesmo nos três meses anteriores, a alta umidade provoca um calor considerado extremamente desconfortável.[8]






















































































































Dados climatológicos para Bissau
Mês

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez
Ano
Temperatura máxima recorde (°C)
36,7
38,3
38,9
41,1
39,4
35,6
33,3
32,8
33,9
34,4
35,0
35,6
41,1
Temperatura máxima média (°C)
31,1
32,8
33,9
33,3
32,8
31,1
29,4
30,0
30,0
31,1
31,7
30,6
31,5
Temperatura mínima média (°C)
17,8
18,3
19,4
20,6
22,2
22,8
22,8
22,8
22,8
22,8
22,2
18,9
21,1
Temperatura mínima recorde (°C)
12,2
13,3
15,6
16,7
17,2
19,4
19,4
19,4
19,4
20,0
15,0
12,8
12,2

Precipitação (mm)
0,5
0,8
0,5
0,8
17,3
174,8
472,5
682,5
434,9
194,8
41,4
2,0
2 022,8
Horas de sol
248
226
279
270
248
210
186
155
180
217
240
248
2 707

Fonte: Sistema de Clasificación Bioclimática Mundial[3]


Demografia |


Bissau tem, segundo o censo 2009, uma população de 384 960 habitantes.[4] Considerando-se uma área de 77 quilômetros quadrados, isso corresponde a uma densidade de 4 187 habitantes por quilômetro quadrados. Compreende 25,19% da população total e mais de 64% da população urbana do país.[9]



Evolução demográfica de Bissau[nota 2][4]





Os balantas (20,5%), fulas (18,0%), papeis (15,7%) e mandingas representam as etnias com maior expressão.


A maioria é cristã (40,2%), os muçulmanos correspondem a 34,2% e os animistas a 7,9%.[10]



Bairros |


  • Quelelé, onde situa-se o primeiro centro de próteses de toda a África ocidental.


Política |




Palácio Colinas de Boé, sede da Assembleia Nacional Popular


A cidade de Bissau é localmente administrada por uma Câmara Municipal, com o apoio do Ministro da Administração Territorial. Através de seus diversos órgãos (consultivos, deliberativo, de concepção, apoio e coordenação e operativos), a Câmara administra a área dentro da jurisdição da cidade e do setor autônomo.[11]


Atualmente, o presidente da Câmara é o engenheiro Armando António Napoco, ao qual estão diretamente subordinados o seu gabinete, o Conselho Diretivo, a polícia municipal e outros dois gabinetes. O vice-presidente é o arquiteto Fernando Arlete, ao qual se submetem o Conselho Técnico e três direções. E há, ainda, uma secretária geral, responsável diretamente por outras três direções.[12][13]


O governo da Guiné-Bissau também localiza-se em Bissau, já que esta é a capital do país.[14] Na cidade, há a sede da Presidência da República, do Primeiro-ministro e os outros ministérios e da Assembleia Nacional Popular.



Relações exteriores |


Através de acordos feitos pela Câmara Municipal, Bissau é cidade-irmã das seguintes cidades:





  • PortugalÁgueda, Portugal[15]


  • PortugalLisboa, Portugal[15][16]


  • PortugalMoura, Portugal[15]


  • Cabo VerdePraia, Cabo Verde[17]


  • República da ChinaTaipei, Taiwan[18]



Além disso, a cidade de Bissau participa da União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA), que une capitais de vários países de língua portuguesa, e prepara mais acordos com cidades do Brasil, Angola, Gâmbia, França e Senegal.[15]


Por ser a capital da Guiné-Bissau, em Bissau encontram-se as embaixadas de diversos países que mantém relações diplomáticas com o país. São elas:





  •  Brasil[19]


  •  China[20]


  •  Cuba[21]


  • Flag of Spain.svgEspanha[22]


  • Portugal Portugal[23]



Existia também em Bissau a embaixada dos Estados Unidos, no entanto, esta suspendeu suas atividades em 14 de junho de 1998. A partir de então, o embaixador dos Estados Unidos na Guiné-Bissau passou a residir em Dakar, no Senegal.[24]



Economia |


Desde quando foi oficialmente fundada como cidade pelos portugueses, em 1766, passou a ser um porto fortificado e centro de comércio. Amendoim, localmente chamado de mancarra, madeira, coco, óleo de palmeira e borracha são, atualmente, os principais produtos produzidos em Bissau.


As indústrias presentes na cidade incluem a transformação de produtos agrícolas, produção de bebidas, têxteis, e materiais de construção, metalurgia, cigarros, e sapatos. Bissau possui um excelente porto natural, sendo as principais exportações o café, borracha,madeira, algodão e, açúcar.


O aeroporto que serve Bissau é o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira.



Turismo |


A cidade é conhecida pelo seu Carnaval anual. Outras atrações incluem a Fortaleza d’Amura, contendo o mausoléu de Amílcar Cabral (líder nacionalista que ajudou a fundar o Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde – PAIGC), o monumento do Memorial Pidjiguiti para os pescadores e barqueiros mortos na Greve das Docas da Guiné-Bissau em 3 de Agosto de 1959, o Instituto Nacional de Artes da Guiné-Bissau e também o edifício da antiga Câmara de Comércio de Bissau de autoria do arquitecto português Jorge Ferreira Chaves[25] (hoje sede do PAIGC). Encontram-se também o Novo Estádio da Guiné-Bissau e várias praias de grande beleza mais afastadas. Vários dos seus edifícios foram arruinados durante a guerra civil, incluindo o Palácio Presidencial e o Centro de Cultura Francesa da Guiné-Bissau. A cidade começou, nos últimos anos, a experimentar novas infraestruturas modernas, como a nova assembleia do povo, a nova ponte Amilcar Cabral, a nova sede de Banco dos Estados da África de Oeste, bem entre outros.



Ver também |



  • Farolim da Catedral de Bissau

  • Fortaleza de São José da Amura

  • Complexo Desportivo Lino Correia

  • Museu Etnográfico Nacional de Bissau



Notas e referências


Notas




  1. Este trecho foi produzido a partir do texto obtido na tradução do artigo «Bissau» na Wikipédia em inglês (acessado nesta versão).


  2. Os dados de 2012 são estimados.





Referências




  1. http://www.odemocratagb.com/?p=16907


  2. abc Câmara Municipal de Bissau. «DESTAQUES». Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  3. abcd Sistema de Classificação Bioclimática Mundial. «GUINEA-BISSAU - BISSAU» (em espanhol). Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  4. abc World Gazetteer. «Bissau» (em espanhol). Consultado em 26 de fevereiro de 2012 


  5. Veríssimo Serrão. História de Portugal, v. V, p. 284 e segs.


  6. abc Câmara Municipal de Bissau. «HISTÓRIA». Consultado em 26 de fevereiro de 2012 


  7. "História da Guiné-Bissau em Datas", Américo Campos, p. 25


  8. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Tradução


  9. «Título ainda não informado (favor adicionar)» (PDF). www.stat-guinebissau.com 


  10. «Título ainda não informado (favor adicionar)» (PDF). www.stat-guinebissau.com 


  11. Câmara Municipal de Bissau. «ORGÂNICA». Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  12. Câmara Municipal de Bissau. «APRESENTAÇÃO - GABINETE DO PRESIDENTE». Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  13. Câmara Municipal de Bissau. «ORGANIGRAMA E RESPONSÁVEIS». Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  14. Assembleia Nacional Popular (27 de novembro de 1996). «CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU» (PDF). 8 páginas. Consultado em 28 de fevereiro de 2012 


  15. abcd Câmara Municipal de Bissau. «COOPERAÇÃO». Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  16. Câmara Municipal de Lisboa. «Município - Relações Internacionais». Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  17. Lusa (25 de fevereiro de 2011). «Geminação com Bissau e Gabu é "reforço para lusofonia" - UCCLA» (PDF). Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  18. Conselho Municipal de Taipei. «CIDADES-IRMÃS INTERNACIONAIS» (em inglês). Consultado em 27 de fevereiro de 2012 


  19. Ministério das Relações Exteriores. «EMBAIXADA DO BRASIL EM BISSAU». Consultado em 28 de fevereiro de 2012 


  20. Embaixada da República Popular da China na República da Guiné-Bissau (2 de agosto de 2011). «INFORMAÇÕES DA EMBAIXADA DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA NA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU» (em chinês e português). Consultado em 28 de fevereiro de 2012  !CS1 manut: Língua não reconhecida (link)


  21. Ministério de Relações Exteriores da República de Cuba. «Embaixada de Cuba na Guiné Bissau» (em espanhol e inglês). Consultado em 28 de fevereiro de 2012  !CS1 manut: Língua não reconhecida (link)


  22. Ministério de Assuntos Exteriores e de Cooperação da Espanha. «Embaixada da Espanha em Bissau» (em espanhol). Consultado em 28 de fevereiro de 2012 


  23. Portal das Comunidades Portuguesas. «Seção Consular da Embaixada de Portugal - Bissau - Contatos do Consulado». Consultado em 28 de fevereiro de 2012 


  24. Departamento de Estado dos Estados Unidos da América. «Presença Virtual dos Estados Unidos na Guiné Bissau» (em inglês). Consultado em 28 de fevereiro de 2012 


  25. Ana Vaz Milheiro, Eduardo Costa Dias. «Arquitectura em Bissau e os Gabinetes de Urbanização colonial (1944-1974)» (PDF). PDF. Consultado em 13 de maio de 2010 



Ligações externas |



Commons

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Bissau



  • Sector Autónomo de Bissau, página do PAIGC sobre Bissau































  • Portal da Guiné-Bissau



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