Prémio Ricardo Malheiros
Prémio Ricardo Malheiros | |
|---|---|
| Descrição | Autor português de obra original, em língua portuguesa, dos géneros romance, novela ou conto |
| Organização | Academia das Ciências de Lisboa |
| País | |
| Primeira cerimónia | 1933 |
| Última cerimónia | 1980 |
| Detentor | Lídia Jorge |
O Prémio Ricardo Malheiros é um prémio atribuído pela Academia das Ciências de Lisboa visando estimular a cultura e a criação literárias em Portugal.
O prémio é atribuído, através de concurso, a um autor português de obra original, em língua portuguesa, dos géneros romance, novela ou conto, que tenha sido publicada no ano da abertura do concurso.
Os fundos deste prémio provêm de um legado que Ricardo Malheiros deixou à Academia para a criação de um prémio literário.[1]
O regulamento deste prémio foi aprovado pela Portaria n.º 20925, de 23 de Novembro de 1964, do Ministério da Educação Nacional.[2]
Foram galardoados com este prémio, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Fernanda de Castro, Alves Redol, António Quadros, entre outros. Joaquim Paço d' Arcos recusou o prémio em 1938.
Galardoados |
1933 - Aquilino Ribeiro com As três mulheres de Sansão
1934 - Ferreira de Castro com Terra fria
1935 - Antero de Figueiredo com Miradouro
1936 - Samuel Maia com Dona sem dono
1937 - Não atribuído
1938 - Joaquim Paço d'Arcos com Ana Paula
1939 - Guedes de Amorim com Aldeia das águias
1940 - Mário Beirão com Novas estrelas
1941 - Augusto da Costa com As inocentes
1942 - Vergílio Godinho com Calcanhar do mundo
1943 - Não atribuído
1944 - Vitorino Nemésio com Mau tempo no canal
1945 - Fernanda de Castro com Maria da Lua
1946 - Assis Esperança com Servidão
1947 - Noel Teles com Terra campa
1948 - Urbano Rodrigues com O castigo de dão João
1949 - Não atribuído
1950 - Alves Redol com Horizonte cerrado
1951 - Alberto de Sousa Costa com Entre duas labaredas
1952 - Maria da Graça Azambuja com Primeira viagem
1953 - Fernando Namora com Minas de São Francisco
1954 - Cármen Figueiredo com Criminosa
1955 - Natércia Freire com Infância que nasci
1956 - Não atribuído
1957 - Campos de Figueiredo com Obed
1958 - Urbano Tavares Rodrigues com Uma pedrada no charco
1959 - David Mourão-Ferreira com Gaivotas em terra
1960 - Mário Braga com O livro das sombras
1961 - Orlando da Costa com O signo da ira
1962 - Manuel Ferreira com Hora di bai
1963 - Augusto Abelaira com As boas intenções
1964 - Ruben A com A torre da Barbela
1965 - António Quadros com Histórias do tempo de Deus
1966 - Agustina Bessa- Luís com Canção diante de uma porta fechada
1967 - Adelino Rodrigues com O rio que vem do Lugo
1968 - José Rodrigues Júnior com Era o terceiro dia de vento sul
1969 - Graça Pina de Morais com Jerónimo e Eulália
1970 - Maria Ondina Braga com Amor e Morte
1971 - Luís Cajão com Um castelo na Escócia
1972 - Luísa Martinez com Movimento pendular
1973 - Não atribuído
1974 - Fausto Lopo de Carvalho com Ouviam-se vozes ao longe
1975 - Olga Gonçalves com A floresta em Bremerbaven
1976 - Romeu Correia com Um passo em frente
1977 - Agustina Bessa- Luís com As fúrias
1978 - Álvaro Manuel Machado com Exílio
1979 - Cristóvão de Aguiar com Raiz comovida
1980 - Lídia Jorge com O dia dos prodígios
Referências
↑ Cf. Enciclopédia Larousse, pág. 4442 (Vol. 12). ISBN 978-972-759-932-5
↑ Portaria n.º 20925, de 23 de Novembro de 1964.