Agudo





Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Agudo (desambiguação).




























































































Município de Agudo

Conordia avenue.jpg













Bandeira de Agudo


Brasão de Agudo


Bandeira

Brasão


Hino
Fundação

16 de fevereiro de 1959 (60 anos)

Gentílico

agudense

CEP
96540-000

Prefeito(a)
Valerio Vili Trebien (MDB)
(2017 – 2020)
Localização

Localização de Agudo

Localização de Agudo no Rio Grande do Sul


Agudo está localizado em: Brasil


Agudo


Localização de Agudo no Brasil

29° 38' 42" S 53° 14' 24" O29° 38' 42" S 53° 14' 24" O

Unidade federativa

Rio Grande do Sul

Mesorregião

Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008[1]

Microrregião

Restinga Seca IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes

Cerro Branco, Dona Francisca, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Nova Palma, Paraíso do Sul, Restinga Seca
Distância até a capital
250 km
Características geográficas

Área
536,117 km² [2]

População
17 102 hab. est. IBGE/2016[3]

Densidade
31,9 hab./km²

Altitude
83 m

Clima

subtropical

Fuso horário

UTC−3
Indicadores

IDH-M
0,694 médio IBGE/2010[4]

PIB

R$ 243 737,920 mil IBGE/2008[5]

PIB per capita

R$ 14 242,02 IBGE/2008[5]
Página oficial

Prefeitura

http://www.agudo.rs.gov.br

Câmara

http://www.agudo.rs.leg.br

Agudo é um município brasileiro localizado no estado do Rio Grande do Sul.


O nome "Agudo" é devido ao morro localizado na região, denominado Morro Agudo, por ter uma característica acentuada. O morro é considerado uma atração local e encontra-se de frente à avenida principal da cidade (Avenida Concórdia).




Índice






  • 1 História


  • 2 Geografia


    • 2.1 Relevo


    • 2.2 Hidrografia




  • 3 Economia


    • 3.1 Turismo




  • 4 Cultura


  • 5 Prefeitos


  • 6 Bibliografia


  • 7 Referências


  • 8 Ligações externas


  • 9 Ver também





História |


No território que compreende o atual município foram encontrados vestígios arqueológicos das tradições humaitá, vieira e tupi-guarani. Esses índios foram aldeados nos séculos XVII e XVIII nas missões jesuíticas espanholas.


A região aparece pela primeira vez em um mapa de 1800 organizado pela Província, onde consta um morro nominado "Agudo". Nessa região foi criada pelo Governo Provincial a Colônia Santo Ângelo em homenagem ao Presidente da Província, Ângelo Moniz da Silva Ferraz. Os primeiros imigrantes alemães, luteranos provenientes da Pomerânia, só chegam na região em 1 de novembro de 1857, desembarcando no Cerro Chato, margem esquerda do Rio Jacuí e os provenientes da Boêmia apenas chegaram em 1876. Antes da chegada dos imigrantes alemães, as terras próximas de onde se instalara a colônia eram habitadas por alguns posseiros de origem luso-brasileira.


O primeiro diretor da Colônia foi Florian Von Zurowski, que logo foi substituído pelo Barão Von Kahlden, que foi a primeira personalidade importante da história da Colônia Santo Ângelo, onde atuou como administrador público.


A partir de 1865, a Colônia Santo Ângelo se torna parte do 1º Distrito de Cachoeira do Sul, estendendo-se da margem esquerda do Rio Jacuí até a margem direita do Rio Botucaraí, divisa com a Colônia Germânia (atualmente o município de Candelária). A 4 de setembro de 1885, a Câmara Municipal de Cachoeira do Sul dividiu a Colônia Santo Ângelo em seis grandes complexos de acordo com a Lei Municipal nº 1.433 de janeiro de 1884, para a arrecadação de Imposto Colonial. Isso impossibilitava a colônia de tornar-se um grande município.


Já no século XX, Agudo é elevada a categoria de vila em 1938. O nome "Agudo" provêm de um morro a oeste do município com 429 m de altura, que possui característica acentuada.


O movimento de emancipação de Agudo foi iniciado a partir de 1957, objetivo alcançado dois anos depois quando a Lei nº 3.718 de 16 de fevereiro de 1959 criou o município, com uma área de 553 km².



Geografia |


A cidade encontra-se ao centro do estado, a uma altitude de 83 metros, com uma população estimada em 2004 de 17.833 habitantes, tendo uma densidade demográfica de 33,45 hab/km² e área de 533,1 km², o que representa 0,1994% do estado.



Relevo |


Na região pertencente ao município de Agudo, podemos destacar três principais: a várzea, áreas onduladas e de alta declividade.


A várzea costeia o rio Jacuí, o que faz com que a área seja própria para a cultura irrigada do arroz, principal produto agudense. É na várzea onde a sede do município foi instalada, cercada por uma cadeia de morros, a área de alta declividade, que caracterizam a região da Depressão Central do Rio Grande do Sul. É nessas áreas altas onde a vegetação nativa mais se mantém e que o fumo, segunda maior cultura de Agudo, predomina. Também o vemos plantado juntamente com o feijão, milho, mandioca e batata-doce nas áreas onduladas, relevo que apresenta ora saliências, ora depressões.



Hidrografia |


Os imigrantes alemães que deram origem a Agudo vieram por meio do rio Jacuí, também de extrema importância na irrigação do arroz, no abastecimento de água e para a pesca. Em Agudo, o rio recebe inúmeros afluentes: Lajeado do Gringo (limite natural entre Agudo e Ibarama), Arroio do Lino Friederich, Arroio da Kroemer, Arroio Corupá, Arroio Hentschke, Arroio Grande, Sanga da Boa Vista (limite natural entre Agudo e Paraíso do Sul), além de vários outros. O Jacuí também delimita as divisas de Agudo entre outras cidades como Nova Palma, Dona Francisca, Restinga Seca.


Também destaca-se o Arroio Corupá, que recebe vários afluentes, destacando-se: Lajeado da Grota, Arroio Hotto Kegler, Arroio Teutônia, Arroio São Pedro e Arroio Araçá (limite natural entre Agudo e Lagoa Bonita do Sul). Esse arroio e seus afluentes percorrem uma região de relevo acidentado, formando muitas corredeiras e cascatas, sendo a mais conhecida a Cascata Raddatz.


O Arroio Grande-Nasce na localidade de Linha Nova. Recebe vários afluentes, destacando-se: Arroio Wendt, Arroio Radatz, Sanga Funda, Arroio do Engenho e Arroio Rincão Despraido. Desagua do Jacuí e também abastece a sede do município.


Entre as lagoas existentes em Agudo, destacam-se a Lagoa de Cerro Chato e Lagoa do Novo São Paulo.


Não há transporte ferroviário e aéreo, somente o rodoviário. O rio Jacuí, apesar de ser o mais importante do estado, é pouquíssimo usado para a navegação, devido ao seu leito assoredo é preciso uma drenagem para tornar a navegação possível. No passo Saint Clair, em Nova Boêmia, é realizada a travessia do rio Jacuí com barca por cabo, ligando Nova Boêmia - Agudo e Linha Ávila - Dona Francisca.











































Evolução populacional de Agudo[6]


Ano

População urbana

População rural

População total
1960
1.126
11.510
12.636
1970
1.665
12.536
14.201
1980
2.432
13.226
15.658
1991
4.206
12.407
16.713
2001
5.655
11.800
17.455



Economia |


A agricultura é a principal força motriz da economia agudense, destacando a cultura do arroz, fumo e morango, além de outras como milho, feijão, amendoim, soja, mandioca, batata-doce e inglesa, frutas. Uma característica herdada pelos imigrantes e bem disseminada é a existência de horta e pomar de frutíferas em sua propriedade.


Na pecuária, cria-se o gado de forma extensiva, para uso da própria família criadora (carne, couro, banha, leite), e vende-se o excedente. Também destacamos a avicultura e a apicultura.



Turismo |


Para quem vem de fora, os maiores atrativos que Agudo oferece estão em ecoturismo e gastronomia. Como exemplos do primeiro caso: os balneários Drews, Hoffmann e Friedrich, as cascatas Raddatz e do Chuvisco, a Gruta do Índio, Morro Agudo, o Morro da Figueira (531 m de altitude), com a Rampa de asa delta e paraglider, travessia do Rio Jacuí, através de barca por cabo.Na gastronomia de destacam os Cafés Coloniais.



Cultura |


Apesar de ter como vizinhos alguns municípios pertencentes à Quarta Colônia de Imigração Italiana, Agudo é a cidade sede da Colônia Santo Ângelo, de imigração alemã. A cultura herdada pelos imigrantes é presente até hoje e pode ser observada em algumas manifestações de Agudo como feiras, festas e a tradição da língua alemã, que ainda é ensinada tanto domesticamente quanto nas escolas, preservada principalmente no meio rural. Com isso é possível facilmente ver pessoas falando no idioma.


Como cidade de colonização alemã, Agudo tenta preservar sua cultura germânica através de grupos de dança, ensino do idioma alemão — escolar e doméstico —, música, entre outras manifestações. O Instituto Cultural Brasileiro-Alemão, existente desde 1982, preserva a cultura através do Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer e uma biblioteca alemã, além de proporcionar cursos e oficinas.


A principal festa é a feira anual Volksfest (alemão: "Festa do Povo"), que ocorre no mês de julho, em torno do dia 25, Dia do Colono. A feira compreende uma série de eventos que duram uma semana.Nela acontece, também a ExpoVolks - feira de gastronomia, negócios e entretenimento. Destaca-se uma grande quantidade de shows com bandas locais e danças folclórica, café colonial com comida típica da região e o comércio voltado tanto para o povo urbano quanto rural. É feriado municipal o dia 25 de julho, "Dia do Colono e do Motorista".


Agudo possui o Grupo de danças folclórico Freundschaft que representa o município, divulgando a sua cultura.


Outros eventos significativos são a "Feira da Cuca e do Moranguinho", "Choculin - Festa do Choppe, da Cuca e da Linguiça" e a "Kerbfest".


Café colonial pode ser apreciado em diversas localidades, apresentando a variedade da culinária alemã.



Prefeitos |

















































Prefeitos de Agudo

Prefeito

Período
Aldo Luiz Germano Berger
1959 a 1963
Hildor Max Losekann
1964 a 1968
Pedro Álvaro Müller
1969 a 1972
Ari Alves Anunciação
1973 a 1976
Pedro Osório Oliveira Schorn
1977 a 1982
Pedro Álvaro Müller
1983 a 1988
Ari Alves Anunciação
1989 a 1996
Lauro Retz
1997 a 2004
Ari Alves Anunciação
2004 a 2012
Valério Vili Trebien
2013 a 2020


Bibliografia |



  • WERLANG, William. História da Colônia de Santo Ângelo. Santa Maria: Palloti. 1995.

  • HOPPE, Leani Dânia Schumacher. Conhecendo Agudo. Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Agudo. 1992.



Referências




  1. ab «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 


  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 


  3. «Estimativas populacionais para os municípios e para as Unidades da Federação brasileiros em 01.07.2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 22 de junho de 2017 


  4. «IBGE-IDH de Agudo, RS». 2010. Consultado em 15 de outubro de 2018 


  5. ab «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 


  6. Dados do IBGE.



Ligações externas |
















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  • Página da Prefeitura Municipal

  • Portal da Câmara Municipal de Agudo

  • Fundação de Economia e Estatística. Agudo

  • Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul



Ver também |



  • Imigração alemã no Rio Grande do Sul

  • Lista de municípios do Rio Grande do Sul

  • Lista de municípios do Rio Grande do Sul por população

  • Lista de municípios do Rio Grande do Sul por data de criação

  • Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul

  • Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul

  • Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais



  • Portal do Brasil
  • Portal do Rio Grande do Sul



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