Pacaembu (bairro de São Paulo)




Coordenadas: 23°32'45"S 46°40'8"O



Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados de Pacaembu, veja Pacaembu.




































Pacaembu

Pacaembu view.jpg

Bairro de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Área:
1,39 km²

Dia Oficial:
Mês de março

Fundação:

1925

Habitantes:
11 000

Distrito:

Consolação e
Perdizes

Subprefeitura:

Sé e
Lapa

Região Administrativa:

Centro e
Oeste

O Pacaembu é um bairro nobre dos distritos da Consolação (administrado pela Prefeitura Regional da Sé) e de Perdizes (administrado pela Prefeitura Regional da Lapa), nas Zonas Oeste e Central do município de São Paulo, no Brasil.[1]


Limita-se com os bairros da Barra Funda, Perdizes, Sumaré, Higienópolis e Cerqueira César.


Tem como principal via a Avenida Pacaembu, a qual faz a ligação do bairro com a região da Barra Funda e Marginal Tietê, e também com a região da Avenida Paulista.


É servido pela Linha 2 na Estação Clínicas




Índice






  • 1 História


  • 2 Atualidade


  • 3 Ver também


  • 4 Referências


    • 4.1 Bibliografia




  • 5 Ligações externas





História |




Propaganda veiculada em 1937 no jornal O Estado de S. Paulo


Sua história remonta ao século XVI, quando a Sesmaria do Pacaembu foi doada aos jesuítas por Martim Afonso de Sousa. Na época, os jesuítas a subdividiram em Pacaembu de Cima, Pacaembu do Meio e Pacaembu de Baixo. Os religiosos resolveram catequizar os índios da região. Para tal fim, estabeleceram-se em várias aldeias da região. Uma delas situava-se próxima dum riacho que sofria inundações frequentemente. Era o paã-nga-he-nb-bu, ou seja, Pacaembu, que, na língua indígena tupi-guarani, significa "atoleiro" ou "terras alagadas".[carece de fontes?]


Outra interpretação etimológica do termo, no entanto, aponta para o significado "rio dos pacamãos (Lophiosilurus alexandri)", através da junção dos termos tupis paka'mu (pacamão)[2] e 'y (rio).[3]


Segundo o tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro, no entanto, "Pacaembu" é oriundo da língua tupi antiga, com o significado de "córrego das pacas", através da junção de paka (paca) e 'yemby (córrego).[4]


Como a maioria dos bairros paulistanos, formou-se do loteamento de diversas propriedades rurais originadas com os jesuítas. Uma delas era o Sítio do Pacaembu. Com o passar dos anos, o sítio isolado coberto por vegetação foi subdividido em pequenas chácaras majoritariamente cultivadoras de chá.[5]


Entre o bairro de Pinheiros e do futuro Pacaembu, foi criado, em 1887, o Cemitério do Araçá, importante necrópole do município, que abriga os mausoléus da elite paulistana.


No ano de 1912, a empresa inglesa City of São Paulo Improvements and Freehold Company Limited adquiriu terrenos na cidade. Uma dessas áreas seria o futuro bairro do Pacaembu. A empresa anunciava a criação de bairros baseados nos princípios básicos da garden-city, causando alvoroço entre os paulistanos. Pelo fato de o bairro se situar em um vale, a City enfrentou diversos desafios, como o terreno acidentado e dificuldades de logística e transportes, onde eram utilizados burros de carga.[5]









Residências do bairro. Há uma baixa taxa de densidade populacional devido à horizontalidade do bairro.


Pelo fato de ser um plano arquitetônico ambicioso, nunca visto na cidade[6] e bem maior do que o pioneiro Jardim América, foi embargado de início pela Câmara Municipal. Com a aprovação dos órgãos municipais, o projeto foi retomado em 1925, quando a Cia. City começou o loteamento e a urbanização da região. As primeiras modificações na região foram a canalização do ribeirão Pacaembu, a formação da primeira via do bairro, a Avenida Pacaembu, além da drenagem e aterramento de grandes áreas.[5]


O bairro foi projetado de acordo com o modelo cidade-jardim, através de ruas de traçado sinuoso, grandes terrenos e áreas ajardinadas. Houve, também, melhorias em eletricidade, rede de água e esgoto. Dez anos mais tarde, houve uma intensa divulgação para a venda de terrenos recém-criados. Vale ressaltar que o poder público colaborou com algumas dessas benfeitorias. Assim como o Jardim América, o bairro atraiu ricos comerciantes, industriais e barões de café, e começaram a surgir casarões construídos por sob a supervisão da companhia.[5]





Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho


Em 1935, a empresa inglesa doou, ao poder público, um terreno 75 000 metros quadrados para a construção do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (mais conhecido por seu nome antigo, Estádio Municipal do Pacaembu). Projetada pela Companhia Severo e Villares, a obra foi concluída em 1938, sendo inaugurada em 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da república, Getúlio Vargas, o qual foi recebido por estrondosa vaia pelos paulistas. Na época, era o maior estádio da América Latina. Quatro anos mais tarde, uma parte significativa dos terrenos do bairro fora comprada, tornando-se um dos endereços preferidos da alta sociedade paulistana.[5]


A partir da década de 1970, algumas de suas vias ganharam caráter comercial e de serviços, caso da Avenida Pacaembu.[7]
No ano de 1991, foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, devido à intensa arborização das ruas e praças públicas, à grande área de solo permeável e a sua baixa taxa de densidade populacional. Este decreto evitou alterações em suas vias e modificações na estrutura das edificações, dentre outras minuciosas especificações.[8]



Atualidade |




A possível verticalização do bairro preocupa os "pacaembuenses"


O Pacaembu é um dos bairros mais valorizados da capital paulista, e residência de moradores das classes média-alta e alta. Os preços dos imóveis variam de 600 000 a 6 000 000 de reais.[9] É classificado pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis como "Zona de Valor A", tal como outros bairros nobres da cidade, exemplo de: Higienópolis, Jardim América e Moema.[10]


Possui uma população bairrista, representada pela "Associação Viva Pacaembu por São Paulo"[11] e pela "Associação dos Moradores e Amigos do Pacaembu, Perdizes e Higienópolis", que defendem os interesses de seus moradores. Estas organizações não governamentaiss já lutaram contra: mudanças na resolução do tombamento histórico do bairro, construção de estabelecimentos educacionais,[12] verticalização do bairro,[13] poluição visual,[14] eventos no estádio do Pacaembu,[15] e até quiseram influir no destino do mesmo estádio.[16]


Apresenta diversos centros culturais, como: a Casa Modernista da rua Itápolis, a FAAP, possuidora do Museu de Arte Brasileira, a Casa Guilherme de Almeida, a Casa Buarque de Holanda e o Museu do Futebol, encontrado no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Abriga o movimento Pró Monarquia.[17] Na Rua Angatuba, se localiza o Nacional Clube, na mansão do antigo banqueiro Orozimbo Octavio Roxo Loureiro, bem em frente à antiga fazenda de chá Wanderley (hoje, Fundação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).[18][19]


No bairro, foi criado um dos quitutes mais apreciados pelos brasileiros: o brigadeiro.[20][21]


Personalidades conhecidas na capital constam como seus habitantes: Ruy Mesquita (1925 - 2013), jurista, jornalista; Antônio Sílvio da Cunha Bueno (1918 - 1981), advogado, político, empresário; Cássio Egídio de Queirós Aranha (1899 - 1976), jurista, político; Guilherme de Almeida (1890 - 1969), jurista, poeta, jornalista; Dener Pamplona de Abreu (1936 - 1978), estilista;[22]Sergio Buarque de Holanda (1902-1982), historiador
[23] e os ex-governadores do Estado de São Paulo:o empresário Laudo Natel (1920) [24] e o promotor público Luís Antônio Fleury Filho (1949).






Fotografia panorâmica do bairro a partir da Praça Charles Miller.




Ver também |


  • Jardins


Referências




  1. ↑ VivaPacaembu


  2. ↑ FERREIRA, A. B. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 243.


  3. ↑ NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.


  4. ↑ NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 590.


  5. ↑ abcde Site da Cia. City


  6. ↑ ILHAS DE TRANQÜILIDADE


  7. ↑ AVENIDA PACAEMBU - HIGIENÓPOLIS


  8. ↑ CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico


  9. ↑ Uma ameaça sobre o Pacaembu


  10. ↑ «Pesquisa CRECI» (PDF). 11 de julho de 2009. Consultado em 2 de agosto de 2009 


  11. ↑ Site da Associação Viva Pacaembu por São Paulo


  12. ↑ Prefeitura diz que não muda normas do tombamento na região da Faap


  13. ↑ Uma ameaça sobre o Pacaembu


  14. ↑ Não à sujeira


  15. ↑ Pacaembu diz que evento gospel no estádio descumpre liminar em SP


  16. ↑ Comissão de Estudos debate com sociedade civil destinação do Estádio do Pacaembu


  17. ↑ Site do movimento Pró Monarquico


  18. ↑ [1]


  19. ↑ Site do Nacional Club


  20. ↑ História do brigadeiro


  21. ↑ humm... brigadeiro


  22. ↑ Jogo do Domingo- Reminiscências, Kaká e Big Brothers da Vida


  23. ↑ Sergio Buarque de Holanda


  24. ↑ Laudo Natel



Bibliografia |



  • Ponciano, Levino (2001). Bairros paulistanos de A a Z. São Paulo: SENAC. pp. 107–108. ISBN 8573592230 


Ligações externas |



  • Media relacionada com Pacaembu no Wikimedia Commons












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