Rio Solimões
Rio Solimões (de águas claras) no ponto de "encontro das águas" com o rio Negro
| Continente | América do Sul |
|---|---|
| País | |
| Parte de | Amazonas |
| Coordenadas | 4° 38′ 09″ S, 70° 15′ 57″ O |
| Comprimento | 1.700 km |
|---|
| Tipo | Rio |
|---|---|
| Bacia hidrográfica | Bacia do rio Amazonas |
| Área da bacia | 2 200 000 km2 |
| Afluentes principais | Rio Purus, Rio Tefé, Rio Coari |
Caudal médio | 100 000 m3/s |
| Foz | Amazonas |
Rio Solimões é um nome brasílico frequentemente dado ao trecho superior do Rio Amazonas no Brasil desde sua confluência com o Rio Negro até a tríplice fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia, o nome foi dado pelos cronistas ibéricos na época do descobrimento por não possuírem de conhecimento e equipamentos suficientes para a navegação na região, a fim de facilitar suas entradas no reconhecimento das regiões compreendidas pelo grande rio. As razões da alcunha ainda são incertas, apenas é sabido que uma nação ameríndia vulgarmente alcunhada por cronistas lusófonos de “Soriman”, corrompida como “Solimao” ou “Solimum”, deu a este trecho o nome do rio e região do Estado do Amazonas. Em algumas literaturas é aceito o uso da palavra “rio” anterior à “Solimões”, outras no entanto apenas usa somente o termo “Solimões”, mas universalmente em muitas literaturas usa-se o nome “Amazonas” reconhecida como nome único deste rio. Tem como afluentes da margem direita os rios Javari, Jutaí, Juruá e Purus na margem esquerda os rios Içá e Japurá e percorre os municípios de São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Jutaí, Fonte Boa, Alvarães, Tefé, Coari, Codajás, Anamã, Anori, Manacapuru, totalizando aproximadamente 1.700 km até chegar a Manaus, onde ao encontrar o rio Negro, recebe novamente o nome de rio Amazonas.
Índice
1 Origem do nome
2 Afluentes
3 Notas
4 Ver também
Origem do nome |
O rio Solimões recebe esse nome devido aos povos que habitavam as suas margens e foram descritos pelos primeiros cronistas espanhóis e portugueses no século XVI. Em suas margens, entre os atuais municípios de Coari e Anamã, havia as tribos do Yurimáguas.[nota 1] Esses mesmos povos receberam diversas variações ao longo dos séculos e cada cronista os nomeava de forma diferente como: Joriman,[nota 2] Sorimões, [nota 3] e Sorimão. [nota 4]
As derivações de Sorimão, Sorimões e Solimões vêm da palavra Solimum do latim, em referência ao veneno utilizado nas pontas de flechas e dardos daqueles povos.[nota 5] Por ser uma das sociedades mais belicosas do rio Solimões, [nota 6] teve seu destaque nas pontas de flechas envenenadas, dando origem ao nome do rio.
Afluentes |
Nesta tabela estão os principais afluentes do rio Solimões, sendo do sentido oeste para leste, desde a cidade de Tabatinga até Manaus.
| Foz | País | Extensão (km) | Coord. | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Rio Solimões | Rio Amazonas | 1.700 | |||||
| - | Rio Javari | Rio Solimões | 1.050 | 7° 08′ S, 73° 49′ O | |||
| - | - | Rio Curuça | Rio Javari | 530 | 6° 42′ S, 72° 42′ O | ||
| - | - | Rio Itui | Rio Javari | 480 | 6° 54′ S, 72° 10′ O | ||
| - | Rio Jandiatuba | Rio Solimões | 500 | 6° 05′ S, 70° 41′ O | |||
| - | Rio Putumayo (ou Rio Içá) | Rio Solimões | 1.610 | 1° 15′ N, 76° 55′ O | |||
| - | - | Rio Igara Paraná | Rio Putumayo | 430 | 0° 24′ S, 73° 39′ O | ||
| - | Rio Jutaí | Rio Solimões | 1.050 | 6° 18′ S, 70° 49′ O | |||
| - | - | Rio Zinho | Rio Jutaí | 430 | 5° 21′ S, 67° 55′ O | ||
| - | - | Rio Bia | Rio Jutaí | 470 | 5° 48′ S, 68° 22′ O | ||
| - | - | Rio Mutum | Rio Jutaí | 320 | 6° 00′ S, 68° 50′ O | ||
| - | Rio Juruá | Rio Solimões | 3.100 | 10° 09′ S, 73° 15′ O | |||
| - | - | Rio Gregório | Rio Juruá | 350 | 8° 59′ S, 72° 04′ O | ||
| - | Rio Caqueta-Japurá | Rio Solimões | 2.820 | 1° 55′ N, 76° 40′ O | |||
| - | - | Rio Apaporis | Rio Caquetá | 770 | 1° 00′ N, 72° 20′ O | ||
| - | - | Rio Cahuinari | Rio Caquetá | 400 | 0° 35′ S, 72° 54′ O | ||
| - | - | Rio Yarí | Rio Caquetá | 530 | 2° 37′ N, 74° 55′ O | ||
| - | - | Rio Caguan | Rio Caquetá | 470 | 2° 38′ N, 74° 59′ O | ||
| - | Rio Tefé | Rio Solimões | 450 | 5° 44′ S, 66° 32′ O | |||
| - | Lago de Coari | Rio Solimões (d) | 530 | 6° 12′ S, 66° 31′ O | |||
| - | Rio Badajós | Rio Solimões | 220 | 3° 44′ 07″ S, 62° 17′ 15″ O | |||
| - | Rio Purus | Rio Solimões | 3.379 | 10° 50′ S, 72° 28′ O | |||
| - | - | Rio Ipixuna | Rio Purus | 370 | 7° 59′ S, 63° 27′ O | ||
| - | - | Rio Tapauá | Rio Purus | 640 | 7° 10′ S, 67° 45′ O | ||
| - | - | Rio Mucuim | Rio Purus | 350 | 8° 51′ S, 64° 28′ O | ||
| - | - | Rio Ituxi | Rio Purus | 640 | 10° 07′ S, 67° 35′ O | ||
| - | - | Rio Sepatini | Rio Purus | - | 8° 47′ S, 67° 02′ O | ||
| - | - | Rio Pauini | Rio Purus | 450 | 8° 26′ S, 69° 38′ O | ||
| - | - | Rio Acre | Rio Purus | 680 | 10° 56′ S, 70° 31′ O | ||
| - | - | Rio Iaco | Rio Purus | 480 | 10° 57′ S, 71° 00′ O | ||
| - | - | Rio Chandless | Rio Purus | 370 | 10° 57′ S, 71° 35′ O | ||
| - | Rio Manacapuru | Rio Solimões | 171 | 3° 16′ 42″ S, 60° 51′ 10″ O | |||
Notas
↑ O padre Samuel Fritz foi o responsável pela catequização dos Yurimáguas no século XVI
↑ Relatos de Laureano de La Cruz em 1653
↑ Relatos de Maurício de Heriarte em 1662
↑ Relatos de Sampaio em 1775
↑ Antonio Porro. O Povo das Aguas: ensaios de etno-história amazônica. Editora Vozes, 1981.
↑ Cristobal de Acuña em 1641 descreve os Yurimáguas como sendo uma das sociedades mais belicosas daquelas águas e suas margens eram densamente povoadas
↑ O rio Apaporis não corre pelo Brasil, mas no seu baixo curso forma uma fronteira natural, de menos de 50 km, entre Colômbia e Brasil.
Ver também |
- Bacia do rio Amazonas
- Rio Negro
- Rio Amazonas